quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Projecto ECOAL–MGT: Nova tecnologia em fibra óptica vai minimizar impacto ambiental

Uma nova tecnologia em fibra óptica, que quando combinada com modelos geológicos apropriados, permite monitorizar continuamente os resíduos perigosos de carvão depositados nas antigas minas e prever eventuais processos de combustão espontânea. O sistema piloto vai ser implementado no segundo semestre de 2013, mas o INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores-Tecnologia e Ciência) e parceiros já começaram a desenvolver a tecnologia, que será testada em São Pedro da Cova (Gondomar).
Fibra óptica permite monitorizar resíduos perigosos
Fibra óptica permite monitorizar resíduos perigozos
Só no Norte de Portugal há mais de 20 escombreiras resultantes da exploração de carvão, a céu aberto. Parte destas escombreiras localiza-se perto de centros urbanos, o que constitui um grave perigo ambiental, uma vez que os resíduos de carvão, sobretudo quando entram em combustão, emitem gases tóxicos responsáveis por poluição atmosférica, chuvas ácidas, destruição de fauna e flora e aparecimento de doenças, particularmente do foro respiratório.
O INESC TEC (coordenação), a Universidade do Porto (Departamento de Geociências Ambiente e Ordenamento do Território da Faculdade de Ciências), a Universidade de Alcalá, a Universidade Pública de Navarra (ambas de Espanha) e a Universidade de Limoges (França) juntam-se no projecto europeu ECOAL-MGT (Ecological Management of Coal Waste Piles in Combustion) para desenvolver e testar, em ambiente real, uma solução integrada que deverá permitir conhecer a evolução da escombreira.

A equipa está a desenvolver uma tecnologia em fibra óptica que recebe dados resultantes da monitorização da emissão de gases e da temperatura da escombreira, que são posteriormente tratados por modelos geológicos. A utilização de tecnologia em fibra óptica garante segurança (pois é feita remotamente), análise da informação em tempo real e leitura multiponto. Pretende-se identificar perigos em tempo útil, de forma a definir acções correctivas e minimizar o impacto ambiental negativo dos resíduos de carvão.

A freguesia de São Pedro da Cova (Gondomar), cujas antigas minas possuem resíduos perigosos de carvão, foi seleccionada para testar um protótipo desta nova tecnologia de monitorização, que se espera possa ser validada para aplicação posterior em larga escala.

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